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Sessão Pipoca: Ernest e Celestine

Foi assim que Ernest e Celestine apareceram na minha vida: numa noite fria de domingo, com as melhores companhias (meu namorado e meu edredon). Uma visita rápida à Netflix, e a programação tinha sido escolhida.

A princípio, relutei um pouco em assistir, já que a capa do filme e sua origem francesa não me passaram muita animação. Lembro até de ter dito que parecia um filme “de chorar”, e eu não queria chorar naquela noite (#mejulgue, eu choro por qualquer coisa). Mas meu namorado é insistente (muito obrigada por isso, amor! Se não fosse pela sua insistência não teria conhecido grande parte dos meus filmes e séries preferidos), e enfim começamos a assistir.

Ernest e Celestine

Preciso dizer que me apaixonei? Que história mais fofa! Que animação mais bem feita!

Vamos ao que interessa então, quem são Ernest e Celestine?

Ernest é um urso, e Celestine é uma ratinha, e numa sociedade onde ursos e ratos são mais do que inimigos, os dois acabam encontrando a amizade onde menos podiam esperar.

O mundo como conhecemos é povoado pelos ursos, e no subterrâneo é onde os ratos estabeleceram sua sociedade. As duas espécies sabem da existência uma da outra, e convivem bem com isso. Cada um em seu lugar, mas pensar em se misturar, jamais!

Os ratos ensinam suas crianças que os ursos são gigantes e malvados, e podem até comê-los vivos, enquanto os ursos consideram os ratos pequenas pragas, animais sujos e indignos de viver no mesmo mundo que eles. Até que um encontro improvável pode mudar esse pensamento.

Celestine é uma ratinha órfã, aprendiz de dentista que sonha em ser pintora, e que por isso não se encaixa muito bem na sociedade, assim como não acredita muito nas histórias que lhe contam a respeito dos ursos, tendo até uma certa fascinação por eles. Já Ernest é um urso pobre, que busca seu sustento honestamente como músico, mas que também não é aceito pela sociedade dos ursos, que o consideram um vagabundo.

Um aspecto bastante interessante da história, é que os ratos dependem dos ursos de certo modo. Eles acreditam que só conseguiram se desenvolver graças aos seus dentes, e os tratam com o maior cuidado do mundo, mas problemas odontológicos acontecem. A solução para isso, é substituir os dentes dos roedores, por dentes de ursos. São os aprendizes de dentista que são responsáveis por subir até a superfície e coletar o maior número possível de dentes. E é numa noite dessas que o encontro entre os dois personagens título acontece, mostrando que é possível sim que as duas espécies possam conviver em harmonia.

E é salvando a pele de Ernest pela segunda vez que ela conseguirá a ajuda que precisa, e claro, isso juntará os dois num laço de amizade muito bonito, mas também colocará toda a sociedade – tanto os ursos quanto os ratos – contra eles.

Óin, que fofo! E o que você achou?

É realmente uma animação MUITO fofa, e acredito que os pequenos irão gostar bastante também. É um filme que foge de todo aquele padrão Hollywood de ser, já que o desenho parece ser todo feito à mão (e eu acredito que seja), e colorido com aquarela. Não é a toa que foi indicado ao Oscar de 2014, na categoria Melhor Animação.

Ernest e Celestine2

A trilha sonora é muito bem elaborada, com músicas instrumentais (ao piano e violino, principalmente) que se mesclam ao visual da animação de forma indissociável. Uma cena na metade do filme chega a arrepiar, de tão bonita: quando Celestine está pintando, Ernest começa a tocar, e a música dele se junta à pintura dela.

É tudo muito suave, muito bonito de ver, mas não é um filme que se prende só a isso. Ernest e Celestine tem um enredo lindamente construído, com personagens bem construídos, e uma importante discussão, mas que não é abordada de forma a parecer uma lição de moral. Discussão essa sobre o preconceito, sobre como ninguém precisa se encaixar na sociedade, sobre como o amor, o carinho, mas principalmente sobre a amizade.

Os laços que se formam entre Ernest e Celestine não poderiam ser diferentes. São duas criaturas com almas de artistas, que finalmente se encontraram um no outro. ❤

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Sessão Pipoca: O Labirinto do Fauno

Sabe aquele ditado popular “Devo, não nego, pago quando puder”? A partir deste momento ele está sendo aplicado por aqui. Sumi mesmo, por uma série de motivos (o principal é eu ter começado a trabalhar novamente), mas não parei de ler. Tenho muitas leituras feitas desde o último post, algumas com alguns rascunhos iniciados, outras não tive vontade de escrever, e poucas outras não me senti capaz de escrever um post sobre o livro. Não sei se irei postar todas essas leituras atrasadas por aqui, mas prometo voltar sempre que surgir aquela sensação de “preciso conversar com alguém sobre esse livro”.

No caso de hoje, essa sensação veio, mas sobre um filme que assisti já tem um tempinho. Não é exatamente uma novidade, mas é um filme que vale a pena ser visto! Confiram abaixo minhas impressões sobre O Labirinto do Fauno.

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