Rangers #1: Ruínas de Gorlan

Este é o primeiro volume da série Rangers, do australiano John Flanagan, publicada no Brasil pela Editora Fundamento, que conta com 12 livros até o momento.

 

Do que se trata?

Em um reino medieval vive Will, um garoto órfão, prestes a completar 15 anos e decidir o rumo de sua vida em um evento conhecido como Dia da Escolha. Diferentemente dos outros jovens do reino, por ser órfão, Will só tem essa oportunidade para subir na vida: é nesta cerimônia que as crianças órfãs se apresentam aos mestres de vários ofícios (Escola de Guerra, Serviço Diplomático e até mesmo a Cozinha)  e são selecionadas para serem aprendizes.

O sonho do nosso protagonista é ser um grande heroi, como ele acredita que seu pai foi, e entrar para a Escola de Guerra. Entretanto, ele já tem consciência de que será extremamente difícil ser selecionado devido ao seu pequeno porte físico. Afinal, como um garoto baixinho e magricela pode vir a se tornar um guerreiro?

O que ele não esperava era ser selecionado para aprendiz de arqueiro por Halt, uma das pessoas mais taciturnas e misteriosas do reino, e não imagina mesmo o que essa vida lhe proporcionará.

E aí?

Devo dizer que esta é a terceira ou quarta vez que leio esse livro, e sempre me surpreendo com como essa leitura me diverte. Rangers é aquele tipo de série que está sempre lá, pronta para me oferecer momentos de pura leveza. Acho que é por isso que tenho tanto carinho por ele.

 

Como é o primeiro livro da série, não temos muita coisa em termos de aventuras: são quase 50 páginas até Will ser selecionado como aprendiz, mas o livro foi escrito com uma linguagem tão gostosa que não parece muito. É facílimo mergulhar nas páginas e ler mais de 100 de uma só vez.

A narrativa em terceira pessoa foca em Will e em seus pensamentos, mas em alguns pontos temos um desvio para mostrar o que se passa com Horace, também um dos meninos órfãos que vivia com Will, que sabia que seria escolhido para a Escola de Guerra, e escolheu como missão de vida atormentar Will por ele não se encaixar no padrão dos guerreiros. Conforme o tempo vai passando, começamos a ver nascer uma amizade muito forte e sincera entre os dois, o que é um dos pontos mais bonitos do livro.

 

Outro aspecto muito interessante sobre a série é o motivo pela qual começou a ser escrita: para incentivar o filho do autor a ler, e para mostrar a ele que os grandes herois não precisam ser grandes e fortes. Isso me faz lembrar muito alguns momentos de quando era criança, que sempre pedia ao meu pai para me contar histórias que ele criava. Sensacional ver que não foi só o meu pai que passou por isso.

A edição física está muito bonita, com um ótimo projeto gráfico. As letras são grandes, e o espaço entre elas torna a leitura muito confortável. Há também os detalhes no fim de cada página, e no início de cada capítulo. Todos os livros da série seguem esse padrão.

Ruínas de Gorlan é um excelente começo para uma série muito promissora, apresenta personagens incríveis e constrói relacionamentos muito verdadeiros entre eles.

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