O Apanhador no Campo de Centeio – J. D. Salinger

Já namorava esse livro na biblioteca da escola de inglês fazia algum tempo, mas depois de muito ouvir falar desse clássico em blogs e canais que frequento, resolvi finalmente pegá-lo emprestado e começar a leitura.

"I don't want to scare you", he said, "but I can very clearly see you dying nobly, one way or another, for some highly unworthy cause."

“I don’t want to scare you”, he said, “but I can very clearly see you dying nobly, one way or another, for some highly unworthy cause.”

The Catcher in the Rye narra um curto período na vida de Holden Caufield, um jovem americano de 16 anos e estudante de um internato próximo a Nova York. Após reprovar em quatro das cinco matérias que está cursando, ele é expulso da escola, e revoltado com vários acontecimentos, Holden decide viajar até Nova York, hospedar-se em um hotel, e esperar até a data em que deveria estar em casa, de modo que ele não esteja lá até que seus pais já tenham absorvido a informação de que ele foi expulso.

Pelo que percebi, este é um daqueles livros que causa uma grande divisão de opiniões, justamente por conta do protagonista narrador. Holden consegue ser bastante chato quando quer, e muitas pessoas não avançam a leitura justamente por não se identificar com o personagem.

Não foi isso o que aconteceu comigo. Não posso dizer que me identifiquei completamente com Holden, mas também não cheguei ao ponto de odiá-lo. Fiquei tão surpresa com a narrativa, que tudo o que eu queria era ler e descobrir o motivo de tantas pessoas falarem que após ler este livro, sua visão do mundo mudou completamente.

Pensando que este foi um livro publicado no início da década de 1950, deve-se considerar e entender o motivo de ter sido tão revolucionário: o livro tem como foco a adolescência, todos os medos, dúvidas e expectativas que um jovem tem nessa idade.

Gosto do modo como a história é conduzida: o que importa são os pensamentos e divagações de Holden, assim como o modo com ele os conta, e não necessariamente os acontecimentos em si. Penso que os acontecimentos servem mais para expor as metáforas, como por exemplo o questionamento que Holden faz a respeito dos patos que vivem no lago do Central Park.

Falando das metáforas, o livro está repleto delas. O título é uma (muitíssimo bem colocada, por sinal), assim como o nome do personagem também pode ser. A linguagem é bastante coloquial, cheia de gírias e expressões da época, o que dificulta um pouco quando se lê o livro em inglês, mas ao mesmo tempo, é bastante enriquecedor adquirir esse tipo de vocabulário.

Nos dias de hoje, é fácil ler o livro e pensar que não tem nada de mais nesta história, mas quando paramos para analisar todo o contexto histórico da época em que foi escrito, realmente, esse foi um livro revolucionário. Salinger captou muito bem a mente adolescente, com todas as suas divagações, temores e questionamentos (o que penso não ser muito diferente de hoje para a década de 1950).

Sendo bem sincera, essa foi uma leitura muito diferente do que eu esperava que seria, e a surpresa foi muito positiva. Confesso que levei alguns dias para absorver tudo isso, mas ainda assim deixei muita coisa para trás. O Apanhador no Campo de Centeio é um livro que com certeza quero reler daqui a alguns anos.

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